minhas músicas

sábado, 2 de março de 2013


Alegria e Tristeza

Foi com tristeza e alegria ao mesmo tempo que tive oportunidade de assistir e participar numa pequena cerimónia que contou com a participação e organização de algumas pessoas que ainda acreditam que é possível ajudar os outros. 
Com alegria por ver pessoas que, com um pouco da sua boa disposição, um pouco do seu talento, um pouco da sua vontade de ajudar, um pouco de seu amor, conseguiram angariar fundos para contribuir para a compra de algo que uma menina, portadora de uma deficiência mental, estava a necessitar e que a família não tinha possibilidades de a dar. Uma cadeira de rodas. 
E foi com tristeza por saber que há pessoas que não tiveram tanta sorte e terão de viver uma vida extremamente limitada. E por mais que tente perceber, acho que nunca conseguirei ter a noção exacta do que será viver fisicamente num mundo e mentalmente noutro. Infelizmente às vezes são só nessas alturas que sabemos dar valor a determinadas coisas que normalmente nem fazem parte dos nossos pensamentos do dia-a-dia.
Esperemos que a ajuda que foi dada hoje àquela menina lhe facilite a vida difícil que ela enfrenta todos os dias. Afinal de contas porque não haveremos de fazer isso mais vezes?! Dar um pouco de nós pode significar muito para alguém.

Sentado na Rocha

O sentimento que me faz saltar e correr ao longo de todo esse labirinto comandado pelo tempo onde não encontro a saída. A saída infligida e que me faz retinir como uma pedra de cristal desfeita em gotas de água que são muito mais do que um cubo de gelo e que mesmo assim não arrefecem esse fervor que ferve sem fervilhar.
Se pudesse sentava-me na minha rocha dia e noite, fizesse sol, fizesse chuva, e retirava os ponteiro do relógio e ponha-os a descansar algures no infinito do oceano para poder ter tempo para pensar e tornar a pensar até encontrar uma solução, uma saída. Agora que o relógio estava desarmado seria mais fácil!


Durante o eclipse das horas, as memórias que abanam os atalhos do labirinto surgiriam como "flashes" das máquinas fotográficas dos "paparazzis", chegando a impedir os meus braços e as minhas mãos de desviarem a densa ramagem que se me imponha, que me encandeava o caminho deixando-me à deriva e sem conseguir avançar.
Por mais que custe, por mais absurdo, por mais triste, por mais inesperado, haverá um dia em que a ave terá de sair do ninho e descobrir como é o mundo lá fora e terá de usar as suas próprias asas para poder planar e voar, para poder manter-se no ar porque o ninho não será grande suficiente para albergar a próxima postura.



Vou procurar o meu relógio...

Uma noite à luz da vela

Muitas vezes não conseguimos ultrapassar os problemas porque temos dificuldade em admitir que temos o problema nas nossas mãos. Outras vezes não encontramos o ponto de partida para a resolução desse problema e limitamos a esperar que o passar do tempo mude as coisas e que o problema desapareça, mas chega a um dia em que apenas serviu para o agravar.
Encontrei algures um texto que fala acerca de um tema que não é novidade para todos nós, e quem sabe até o texto já seja conhecido, mas que por ser exactamente o que acontece muita vez, decidi deixá-lo aqui.

Uma noite à luz da vela
Encontrei uma pessoa que me confessou que a sua família, uma vez por semana, passa uma noite à luz da vela. Tudo começou num dia em que a electricidade faltou. Nessa noite não houve televisão, nem rádio, nem computador. Pais e filhos ficaram juntos em redor de uma vela acesa. O serão foi divertidíssimo, conversou-se, contaram-se histórias e o tempo passou serenamente. A experiência agradou e, a família, a partir desse dia decidiu passar uma vez por semana, a noite à luz da vela.

Actualmente, durante o dia, se retiramos o tempo de sono, as famílias dispõem pouco mais de três a quatro horas para estarem juntas. Habitualmente o (des)encontro tem início ao jantar. As refeições são feitas de televisão ligada para se ver as notícias. Este momento de partilha, por excelência, é assim desperdiçado: a televisão intromete-se, como se de um muro se tratasse. A seguir ao jantar, enquanto os mais novos se isolam no quarto a ouvir musica, a jogar no computador ou a navegar na Internet, os pais continuam hipnotizados pelo televisor, distraindo-se com a novela ou com o reality show do momento. O tempo passa e, sem darem conta, as quatro horas foram consumidas num ápice. No outro dia, a rotina repete-se.

Para existir intimidade entre as pessoas é indispensável que haja partilha. É importante revelar os pequenos acontecimentos que ocorreram durante o dia. Os momentos bons, os maus, as dúvidas, os desejos, as frustrações, enfim., é preciso partilhar. De que outra forma é que nos podemos conhecer uns aos outros? Se perdermos este hábito como é que os pais podem acompanhar o que se passa com os filhos? E o casal, como é que pode ter intimidade se não existir diálogo?

Nos dias de hoje não se discutem em casa os vários assuntos da actualidade; assistimos na televisão aos debates que os outros fazem por nós. As crianças têm cada vez menos espaço para a imaginação. Não brincam aos polícias e ladrões, ou aos príncipes e princesas, preferem jogar em frente a um ecrã um jogo que alguém imaginou para eles. Os adolescentes não procuram pedir aos pais opiniões e conselhos, em vez disso pesquisam na Internet. Acaba por ser mais cómudo para os pais, porque assim, pelo menos não os aborrecem com perguntas difíceis.

Se reflertirmos um pouco, percebemos que vivemos numa sociedade de consumo que procura a todo o custo apoderar-se do nosso tempo livre e captar a nossa atenção, apenas com um objectivo: obrigar-nos a consumir. É assustador o número cada vez maior de horas que os adultos, jovens e até as crianças passam por dia a ver televisão e em frente ao computador. O tempo acaba por ser destinado quase em exclusividade para satisfazer necessidades narcísicas já que a outra pessoa fica excluída.

Ninguém tem dúvidas que isto tem consequências na relação entre pais e filhos. Mas, a relação entre o casal também fica atingida. Muitos casamentos acabam por definhar com o tempo, por que não há comunicação. O diálogo e a partilha são indispensáveis para que haja intimidade entre as pessoas. Há coisas que têm que ser ditas. Nalguns casos o silêncio pode ser corrosivo e devastador.

Um casal que atravessava uma grave crise conjugal apresentou-se ao médico para tentar fazer uma terapia de casal. Uma das queixas apresentadas pela mulher era que estava casada há trinta anos e o marido nunca lhe tinha dito, durante aquele tempo, que a amava. Por isso, ela sentia-se profundamente infeliz e insegura. O marido com alguma indiferença respondeu - Disse-lhe que a amava no dia do casamento, como não mudei de ideias, não vejo a necessidade de me repetir.

Prescrição médica: «Uma noite por semana à luz da vela»
Desejo que em 2013 você descubra e continue tentando...

Todo mundo tem objetivos, tem sonhos, tem metas a serem alcançadas, isso é fato.
Mas às vezes, as coisas não saem como queríamos, como imaginamos, como esperávamos, e muitos podem ser os motivos para um projeto não dar certo.
Bom, claro que eu não vim aqui dar consultoria em sonhos fracassados, nem tenho essa pretensão.
Vim aqui desejar que em 2010 seja diferente, se no ano que está quase acabando, você não conseguiu realizar algo que queria muito, e se continua querendo, (é importante saber se ainda quer), pense, repense, comece outra vez, mas não do mesmo jeito, tente descobrir o que foi que deu errado...
Muitas pessoas optam por desistir, deixar pra lá, escolher outro caminho. Pode ser, mas ainda acho que o melhor mesmo é escarafunchar o seu sonho, botar as cartas na mesa, e ver com detalhes o que você fez, e tentar descobrir onde foi que você errou.
Sempre achei que desistir não é a melhor opção, mas é preciso ser cauteloso e ajudar o cara lá de cima, sonhando sonhos possíveis.
Que 2010 seja diferente, é sinceramente o que eu desejo.
Que sejamos verdadeiros e intensos, em tudo.
Que consigamos aceitar o outro com todas as diferenças.
Que você tenha tempo, pra ligar pros amigos, pra fazer caminhada, pra pensar na vida, pra ler um livro, pra criar, inventar, inovar.
Enfim, desejo de coração que você tenha tempo pra viver a vida da melhor forma que puder.
Que o seu ano seja 10!

Esclarecendo e agradecendo...



Não sei bem que nome dar ao que eu escrevo... chamo de textos...
Escrevo sem hora marcada...sem compromisso...
Escrevo quando as palavras surgem...quando elas brotam...saltam do meu pensamento...
Meus textos misturam realidade...que nem sempre é a minha...com ficção...e com uma pitada de humor...pra que momentos complicados...fiquem menos sofridos...
Deixo sempre um espaço para quem quiser entrar e se colocar dentro dele...para quem quiser viver junto comigo aquele momento...nem precisa bater...basta entrar...
Quando escrevi o texto...”Chega uma hora que não tem mais jeito...” a minha intenção era...ou melhor...eu não tinha intenção nenhuma...apenas escrevi...
Fui imaginando... como seria...
Naquele momento só poderia...imaginar...afinal ainda não me separei...
Não sei exatamente o que vou sentir...se tiver que seguir...sozinha...
Não desisto fácil de nada...não entrego os pontos...não jogo a toalha sem antes tentar...correr até os 45 do segundo tempo...bufando...colocando o coração pela boca...capengando...mas não desisto...enquanto eu posso claro...
Estou passando por um momento difícil...e aí no momento em que comecei a escrever...sobre uma realidade que atinge milhões de mulheres e homens... como sou muito transparente...envolvi-me excessivamente com as palavras...e coloquei ali toda minha emoção...verdadeira...mas quase sem querer...
Talvez até...todo meu sofrimento...sem perceber...
O texto de hoje é pra agradecer emocionada...o enorme carinho que recebi...
Mulheres de todos os lugares...empenhadas em me passar suas experiências...
Mulheres guerreiras que deram conta...querendo me ajudar de alguma forma...
Algumas mais sonhadoras...incentivando-me a ficar...independente de qualquer coisa...
Outras que disseram apenas...estou aqui...conte comigo...
Algumas me mandaram poemas...lindos...que diziam tudo...
E uma muito especial...que assumiu...não saber o que dizer...mas estava ali...
Foram todas muito importantes pra mim...
Já disse aqui...que sou filha de um nordestino caba da peste...sou neta de espanhola...
Minha mãe foi um exemplo de mulher guerreira...que não abaixou a cabeça nem diante de uma doença ingrata que a consumiu por inteira...não chorou...não blasfemou...não desesperou...não se queixou...nem quando as dores eram terríveis...apenas lutou...
Por tudo isso...pelo enorme carinho que recebi...por mim...pelo meu trabalho...pela minha arte...pelos meus filhos...e por amor...
Ainda estou na luta...
Ainda estou tentando...
Ainda não desisti...
Ainda estou aqui...
Obrigada...!!!

DEZEMBRO 2012...


mulheres se preparem, porque o natal está chegando!



Fiquei pensando em desejar algo diferente neste natal.
Tudo bem que paz, saúde e um próspero ano novo são necessários, mas vamos combinar que mudar é sempre bom.
Pensei em algo mais real, desejar, por exemplo, que neste natal nada te aborreça.
Que seu filho não adoeça justo no dia, porque hospital em dia de natal ninguém merece.
Desejo que você compre aquele vestido que ficou namorando meses e meses, que seu marido compreenda o quanto é difícil pra nós mulheres não ter uma roupa nova em uma data especial. (se tiver marido, claro).
Desejo que você se controle se o natal for na casa da sogra, (se você tiver uma sogra).
Que você suporte aquela sua cunhada invejosa, (se tiver uma cunhada).
Desejo que na hora que estiver saindo para a ceia que a chuva dê uma trégua, afinal descer do carro de salto, de escova, depois de horas no salão de beleza, (ouvindo um monte de mulheres falarem ao mesmo tempo), de roupa nova, carregando os presentes, e as crianças, (se você tiver filhos, sobrinhos...), com chuva, é de amargar.
E se seu marido, seu namorado, ou seu companheiro, não te ajudar nesta hora, ficar com a mão no volante, esperando você passar por todas essas dificuldades sozinha, e depois que você vencer bravamente essa batalha ele disser:
-Vá indo, que eu vou achar uma vaga...
Desejo que neste momento você consiga respirar, contar de um até 10, e não matá-lo.
Desejo que seu marido, seu namorado, seu companheiro, se comporte.
Não beba demais, não faça piadinhas sem graça, e aceite colocar a camisa que você comprou, afinal... É natal!
Que seu filho se estiver ainda na barriga, te deixe comer, sem te causar enjôos, e que espere o natal passar para nascer.
Se estiver começando a andar, passando por aquela fase que os pediatras dizem que é a fase de descobrir o mundo, que ele se comporte e não quebre a taça de cristal da vovó.
Se ele já estiver um pouco mais crescidinho, começando a comer sozinho, que ele não deixe cair coca cola na blusinha de malha, caríssima, que você comprou especialmente pro natal.
E se ele estiver maior, desejo, sinceramente, que ele consiga ficar um pouquinho com a família, antes de ir pra balada, ou pra casa da namorada, afinal... é natal! E você ensinou pra ele que família é tudo, pelo menos a gente espera que ainda seja.
Desejo sinceramente que quando você conseguir entrar no carro com toda a família, não se lembre que esqueceu alguma coisa.
Mas se precisar voltar, que seu marido, seu namorado, ou seu companheiro, sobreviva, afinal, somos nós que temos que lembrar de tudo, inclusive de apagar a luz.
Desejo que você fique firme diante de todos os acontecimentos inesperados e esperados, que sempre acontecem na noite de natal...
Desejo que você consiga fazer uma cara de paisagem e ainda consiga dizer sorrindo:
Que lindo...!!! Se ganhar aquele presente que sabe desde o primeiro momento que nunca vai usar.
Desejo que você não pense que foi de propósito que te deram aquela meleca de presente.
Desejo de coração que no exato momento que seu dedinho do pé começar a latejar dentro do sapato, que dar mais um passo é quase ganhar uma guerra, que as crianças começarem a ficarem chatinhas, a brigarem umas com as outras, que seu marido, seu namorado, seu namorido, ou seu companheiro, ou sei lá o que, depois de uns goles a mais, começar a falar arrastado, e te olhar com aquela cara de cafajeste, dizendo com os olhos:
Hoje vou querer você! Que você respire e se lembre que afinal, é natal!
No momento em que sua sogra, já cansada começar a te olhar de rabo de olho, que a mesa ficar com cara de fim de festa, que aquele pedaço de bolo no chão, amassado e pisado começar a te incomodar, você consiga reunir toda sua família, sem precisar estressar, e ir embora, afinal tudo tem fim, até a noite de natal.
Que você consiga chegar em casa, e que ao se deitar na cama, sua cabeça não rode,
seu estômago não embrulhe, e quando pensar na gordurinha do leitão, não se arrependa pelos excessos que fez, afinal... É natal!
Desejo que você durma, e que acorde disposta, com planos para o ano novo.
Mas se tudo for diferente, se você não tiver marido, filhos, sogra nem cunhada, se você ficar em casa, assistindo o especial da globo, comendo um pernilzinho que você mandou assar no forno da padaria da esquina, porque o seu é uma droga, e tomando um bom vinho, sozinha...
Se você não quis ir para casa de amigos, porque acha que natal é coisa de família...
E se você não pode ir para sua terra natal porque não teve grana...
Que você seja igualmente feliz, afinal... É natal!
Feliz Natal...!!!

Ler...é tudo de bom...



Quem me conhece sabe que eu adoro livros.
Não posso passar perto de uma livraria que enlouqueço.
Se forem aquelas que tem um sofazinho pra gente sentar e dar uma olhadinha...
Ah...Eu fico ali horas e sempre perco a hora.
Não consigo entender porque a maioria das pessoas não gostam de ler. Pelo menos é o que dizem por aí.
Ou tem preguiça, como meu filho...KAKAKAKAK
Nenhum adora como eu.
Fico tentando encontrar palavras para “convencer” pessoas do quanto é maravilhoso poder entrar, sem bater, na estória que quiser.
Fazer parte de um romance, sentir de perto o amor dos personagens, o desespero, a tristeza, a alegria.
E se não for um romance poder buscar nas palavras, na experiência de pessoas, uma forma de ajuda.
Quando começo a ler um livro sinto-me como se eu me sentasse no cantinho de algum lugar, e ficasse ali, ouvindo alguém me contar uma estória, além de ser muito bom, aprendemos cada vez mais a ouvir.
Quando ganho um livro novo, tenho vontade de devorá-lo, de largar todo o resto, apaixono-me pelos personagens, fico amiga deles, sinto raiva dos que não são bonzinhos, vejo com detalhes, as casas, as cidades, posso enxergar o céu, choro às vezes copiosamente, como no caso do livro, ”Caçador de Pipas”.
Enfim, ler é tudo de bom e mais um pouco, sem contar que são horas preciosas, que ficamos nos deliciando com as palavras.
Um dia alguém me disse, você gosta de ler, de escrever, e faz patchwork...???
Com uma cara de espanto como se eu estivesse misturando tudo.
Eu respondi...
Ler é antes de qualquer coisa prestar atenção, tentar entende, sem pressa, ir devagar, viajar, relaxar, saber esperar o final da estória, e principalmente não desistir no meio dela.É aprender a ouvir, aprender a imaginar, a ver aquilo que não está na sua frente, aquilo que não pode tocar.
Escrever é expressar através das palavras aquilo que sentimos.
E criar, é também prestar atenção, é também imaginar, é também ver, antes mesmo do trabalho pronto. É voltar, tentar de novo, de outra forma.
No meu caso, através de tecidinhos, botões, cores, é deixar fluir através das mãos, sentimentos através da arte, é buscar, ter calma, ter paciência, exercitar.
É continuar, é não desistir, é seguir, é tentar melhorar, é mergulhar.
É imaginar, é querer.
Ler, escrever, e criar.
É viver...E eu vivo.