minhas músicas

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

                             
  
Como você diz Adeus para uma pessoa se você não consegue imaginar sua vida sem ela
Você não diz, você não fala nada... Você só vai embora...
Você já morreu uma vez... Lembra-se?
Como você consegue diferenciar o mundo real do mundo dos sonhos ?!
De todas as coisas que eu tive,
As que mais me valeram,
Das que mais sinto falta,
São as coisas que não se pode tocar,
São as coisas que não estão ao alcance das nossas mãos,
São as coisas que não fazem parte do mundo da matéria.

As vezes, eu acho que nós passamos por coisas na vida apenas para sermos capazes de dizer que aconteceu.
Não era para qualquer outra pessoa, era para mim.
As vezes, nós vivemos para superar as dificuldades.
Eu não sou louca, apesar de todos pensarem o contrário.
Eu vivo no mesmo mundo que todas as outras pessoas.
Eu apenas vi mais dele, como tenho certeza que você também deve ter visto.
Eu vi vida depois da minha morte.
As vezes, a vida realmente começa com o conhecimento da morte.
De que tudo pode acabar, mesmo quando você menos deseja

Choro
Fábio Júnior

Tem horas que bate
Uma tristeza tão grande
Que eu não sei o que fazer
E nem pra onde ir
É tanta coisa
Que eu queria dizer
Mas não tem ninguém pra ouvir
Então choro sem ninguém ver
Eu choro
Faço o possível pra segurar a cabeça
Mas a emoção não quer
Que eu me desfaça
Ou então que eu esqueça
Do amor daquele homem
E eu choro
Sem ele saber
Eu choro

Choro por tudo
Que a gente não teve
Por tudo que a gente não realizou
Choro porque eu sei que ainda te amo
E você me amou e ama
Choro por tudo
Se assim for preciso
Choro porque eu sei que ainda te quero
Choro por tudo
E por tudo lhe digo

Te espero, te quero
Te espero, te quero
Te amo...

... para um Desencontro

Deixa-me errar alguma vez,
porque também sou isso: incerta e dura,
e ansiosa de não te perder agora que entrevejo
um horizonte.
Deixa-me errar e me compreende
porque se faço mal é por querer-te
desta maneira tola, e tonta, eternamente
recomeçando a cada dia como num descobrimento
dos teus territórios de carne e sonho, dos teus
desvãos de música ou vôo, teus sótãos e porões
e dessa escadaria de tua alma.

Deixa-me errar mas não me soltes
para que eu não me perca
deste tênue fio de alegria
dos sustos do amor que se repetem
enquanto houver entre nós essa magia.

NÃO SEI...




Não sei sentir, não sei ser humano, não sei conviver de dentro da alma triste, com os homens, meus irmãos na terra.
Não sei ser útil, mesmo sentindo ser prático, cotidiano, nítido.
Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo.
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco, não sei qual e eu sofri.
Eu vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos.
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda gente.
Mas para toda gente isso foi normal e instintivo.
Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espasmo.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos. Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos, a vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, a dar vontade de dar pulos, de ficar no chão, de sair para fora de todas as casas, de todas as lógicas, de todas as sacadas e ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos.

..Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
só levo a certeza de que muito pouco eu sei
ou nada sei... 


"Tudo o que eu sei é que a vida é linda
e que enquanto houver um mínimo
de ternura para oferecer
vale a pena viver."


ver depois

Moro na vida e no absurdo, me reparto nos instantes de ser e de não ser.
Nasço em cada esquina e cumpro meus horários.
Fico aberta em sorrisos e desfeita em lágrimas.
Atenta as dores alheias, tímida diante do espelho.
Manipulo os cabelos com cuidado, mas sem me preocupar com sua forma.
Fico cansada, xingo, respiro e espirro.
Derrubo as coisas e me exaspero.
Digo “com licença” e “muito obrigada”, sinto ímpeto de quebrar as coisas.
Tenho vontade de começar tudo de novo e juro não fazer aquilo novamente.
No meio da multidão me sinto só e me desespero.
Rio o dia inteiro e tem noites que choro.
Duvido da vida e tenho vontade de sumir.
Adoro música e como pipoca. Tenho medo e sofro.
Vejo e sinto. Passo e existo.
Tenho marcas, dores e muitas alegrias.
Caminho como quem não quer nada e me emociono com o nascer do sol.
"Chorei três horas, depois dormi dois dias.Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total


Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse.


ME AFASTANDO – em busca do que pode ser…

          
Algumas vezes é preciso desprender-se do passado para que o futuro encontre espaço para se acomodar, nos livrarmos dos fardos, dos sofrimentos e daquilo que nos incomoda. Perdidos no zig-zag da vida, precisamos nos equilibrar e encontrar via reta e segura, onde possamos estabilizar os sonhos que construímos e os desejos que queremos ver crescer. Sigo me afastando…
Me afastando do que me revolta, do que me injuria, do que me emputece. Vou dar adeus à soberba e ao dedo em riste dos muito, que são tão pouco, mas cruzaram meu caminho fazendo estragos. Quero longe de mim toda essa insensibilidade e falta de percepção dos que podem realizar proezas, mas por acomodação não fazem nada. Quero longe, e bem longe de mim, aquele que ontem me aplaudiu e hoje, pelas minhas costas, tece uma teia podre e maldita de mentiras a meu respeito.
Me afastando de pessoas vazias; de quem menospreza os que sempre estiveram, para engrandecer aqueles que chegaram ontem; de quem desvaloriza os filhos em função dos amantes bandidos e sem identidade encontrados nas sargetas escuras das vielas sujas, onde esgoto corre à céu aberto e vidas são trocadas por orgasmos. A partir de hoje me recuso a olhar na cara de quem enaltece as desgraças, sem reconhecer as bênçãos recebidas; assim como de quem postula falsas bênçãos, tirando da crença um obsceno proveito pessoal.


 da atrocidade dos que cometem injustiças, e da perspicácia dos traidores. Não preciso de gente que não sabe ser gente! Não quero amigo ausente, não quero parente serpente. Preciso de gente do meu lado, de mãos dadas… Gente que vê o erro e fala; gente que erra e conserta; gente que perde a admite; gente que não troca gente por dinheiro ou possibilidades de tê-lo; preciso de gente que assuma ser gente e não só pedaço deteriorado de gente.
Me afastando da pessoas vis, daqueles que chegam em nossa vida para sugar a parte boa da essência e, uma vez saciados, partem sem ao menos agradecer a dedicação a eles dispensada. Busco a dádiva do amor verdadeiro, puro; do amor que me faz mais bonita por me fazer realizada; do amor que me faz completa por me preencher os espaços vazios; do amor que me faz encontrar minha mulherice esquecida e revirar os olhos de satisfação.
Me afastando da banalidade, da putaria, da subserviência, da anulação, da falsa moral. Me cansei de gente que não entende o que eu falo, mas sorri só pra me agradar; ou gente que deturpa, transformando minha opinião no pior dos pecados. É opinião e é minha, mas se fosse pecado seria meu também! Não quero um telefone tocando, sou mais um coração batendo; não quero uma palavra, quando basta um olhar; não quero presunto, mas ‘o pão nosso de cada dia, nos dai hoje’…
Me afastando do que me fez para buscar o que pode me fazer mais.
Pendurei um aviso lá na porta do meu coração: “Fui ser feliz. Não volto!”


 A diferença, talvez a grande diferença, resida no fato de que eu não faço média, não uso máscaras, não enalteço aquilo que é desnecessário e não dou méritos a quem não os tem. Esse é meu pecado... E minha salvação.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

  



Estranho não é eu me decepcionar com as pessoas. Estranho é eu ainda me decepcionar comigo mesma quando me descubro decepcionada com alguma pessoa.